Heróis ucranianos
(1911 - 1971)
Mykhailo Soroka: Mykhailo Soroka, nasceu em 27 de março de 1911 em Koshliaky, região de Ternópil e faleceu 16 de junho de 1971.
Casado com Kateryna Zarytska e pai de Bohdan Soroka. Começou seus estudos em Ternópil e depois formou-se arquiteto pelo Instituto Politécnico de Praga. Enquanto era estudante ingressou para a Organização dos Nacionalistas Ucranianos (OUN) o que levou a sua primeira prisão em 1937 pelas autoridades polonesas. Em 1940 ele foi preso em Lviv pela NKVD e condenado a oito anos em campos de trabalho na Sibéria. Após a sua libertação voltou para Lviv, mas em 1952 ele foi novamente preso acusado de formar uma organização clandestina de presos políticos ucranianos e foi condenado a 25 anos em campos de trabalho forçado no campo Nº 17 em Mordóvia, Cazaquistão onde veio a falecer.

(1889 - 1924)
Olga Basarab: Olga nasceu em 01 de setembro de 1889 na aldeia de Pidhoroddya em Rohatynschyni. E morreu em 13 de fevereiro de 1924, na Galícia Sua biografia é incomum para as mulheres naquela época, foi uma ativista política, a primeira mulher a pertencer ao pelotão de fuzileiros de Lviv. Trabalhou do Comitê de ajuda aos soldados ucranianos feridos que lutavam no exército Austro-Húngaro e na Liga Ucraniana da Paz da seção ucraniana da Cruz Vermelha Internacional. Olga Basarab estava na executiva da União das Mulheres Ucranianas, em Viena, e em 1923 ela se mudou para Lviv, onde colaborou com a Organização Militar Ucraniana.

A polícia polonesa prendeu Olga por pertencer a Organização Militar, foi torturada até a sua morte durante o interrogatório na noite de 12-13 de fevereiro de 1924.

(1906 - 1942)
Olena Teliha: Olena Teliha era uma grande escritora e heroína ucraniana, uma dentre incontáveis vítimas ucranianas do nazismo, ela nasceu em 21 de julho de 1906 em São Petersburgo e foi fuzilada no dia 21 de fevereiro de 1942 em Babiy Yar. Ela era membro da Organização dos Nacionalistas Ucranianos (OUN).
O seu nome de baptismo era Elena Shovgeneva. Foi criada num ambiente totalmente estranho e já tinha dez anos quando tomou contacto pela primeira vez com a terra ucraniana indo viver com a família em Kiev. Ainda criança, ela não sentia de modo nenhum que pertencia ao povo ucraniano; e somente ao atravessar a fronteira em 1923, sua alma sensível, que tinha estado em contacto com a beleza da aldeia e da terra ucraniana, explode em amor profundo e devotado pela sua terra recém conhecida.
Esse amor se agiganta e amadurece, com ela própria, durante seus estudos em Praga e, mais tarde, na Polônia, onde ela vive com seu marido e onde inicia seu trabalho criativo literário. Consegue ela grande respeito à sua pessoa e à sua obra, pela força de caráter que demonstra, pela sua vitalidade, pela sua linha de conduta, assim como pela sua demonstração de amor e lealdade – à Ucrânia.
Ela então adere ao movimento da Organização dos Nacionalistas Ucranianos, onde ela pode, na prática, demonstrar esse amor à sua terra e, no outono de 1941, consegue realizar seu maior sonho e seu mais profundo desejo, quando, por determinação da organização, sob o comando de Andriy Melnyk e Oleh Olzhych, o qual dirigia neste tempo a Organização nas terras ucranianas, volta para a terra ucraniana, para a sua capital, Kiev.
Em Kyiv, ela se põe imediatamente em ação, como presidente da União dos Escritores, redige o jornal "Litavry" e começa a desenvolver a vida ucraniana nesta capital. Apesar da situação bastante crítica e de constante perigo, ela não se protege e se entrega totalmente àquilo que ela exige e necessita a Ucrânia. E ela está pronta e da de si tudo o que pode.
Apesar da ordem de deixar Kyiv, devido ao perigo eminente de prisão, ela se recusa categoricamente de sair da capital e continua o seu trabalho.
Em fevereiro de 1942, ela é presa pela Gestapo, juntamente com seus colaboradores: Pohatch, Irlhavskyi, Orcham-Tchemerivskyi, seu Marido Mykhaylo Teliha e outros. Todos foram fuzilados pelos nazistas em Babiy Yar.

Oleg Olzhych (1907 - 1944)
Oleg Olzhych: Oleg Olexandrowytsch Olzhych, além de herói, era um talentoso poeta, escritor e arqueólogo ucraniano. Sua vida foi tragicamente interrompida aos 36 anos de idade.
Oleg Olzhych nasceu em 08 de julho de 1907 em Zhitomir. Seu pai Oleksandr Oles era um famoso poeta ucraniano. E a sua mãe, Wira Swadowska, era professora do ensino secundário.
Em 1909 a família muda-se para Kiev, capital da Ucrânia, onde logo, Olzhych revelou seu talento, aos 8 anos começou a escrever poesia - histórias curtas sobre animais.
Em 1919, seu pai era adido cultural da República Popular da Ucrânia, em Budapeste - Hungria. E em janeiro de 1923, a família se muda, primeiro para Berlim - Alemanha e de depois para Revnice perto de Praga - República Checa.
No início 1925, Oleg tornou-se um estudante da Faculdade de Filosofia da Universidade Charles em Praga. Sabia falar nove línguas, e aos 23 anos concluiu o doutorado no curso de arqueologia. Com sucesso tão prematuro foi convidado para visitar os EUA e a Itália, onde realizou uma série de palestras.
Mas, Oleg Olzhych, decidiu dedicar sua vida pela independência da Ucrânia, e em 1929 ingressou na recém-criada OUN - Organização dos Nacionalistas Ucranianos, e no ano 1939-1941 foi chefe do Tribunal Revolucionário, desta organização.
Durante a ocupação alemã, na Ucrânia na Segunda Guerra Mundial, Olzhych esteve envolvido na construção de uma rede clandestina da OUN, entre anos de 1941 e 1942.
Na época suas poesias elevaram o espírito poético ucraniano. Em maio de 1944 ele foi preso por agentes da Gestapo e enviado para Berlim e de lá - para o campo de "Sachsenhausen" onde foi torturado e morto na noite do dia 10 junho 1944 durante um interrogatório.

Evhen Konovaletsh (1891 - 1938)
Evhen Konovalesh Evhen Konovaletsh, nasceu em 15/06/1891 em Zashkiv - distrito de Lviv. Tudo começou quando ele tomou parte da 1ª Guerra Mundial pelo exército austríaco contra os russos. Em abril de 1915 ele caiu prisioneiro dos russos. Mas, com a notícia da luta revolucionária ucraniana e a consequente proclamação do Estado Ucraniano Independente em 22 de janeiro de 1918, ele consegue fugir do campo de concentração russo de Volgograd e se integra ao exército ucraniano.
Seus estraordinários dotes de organização resultam na fromação de um batalhão com soldados ucranianos das regiões ocidental, central e oriental. Estava formado o exército ucranianos, como o nome e "Sitchovi Strilhsi" (Atiradores de Sitch).
Os atiradores de Sitch, sob o comando do coronel Konovaletsh, tiveram um papel decisivo na Guerra de Libertação (1918-1920), e no apoio ao governo de Symon Petliura na luta contra os russos. Com o fracasso da guerra de Libertação, na primavera de 1920, Konovaletsh caiu prisioneiro dos poloneses. Mas logo ele consegue fugir para o exterior.
Por inicativa de Konovaletsh, em julho de 1920, em Praga, foi realiazada uma Assembléia do Conselho dos Atiradores da Sitch para continuar a luta, que doravante consistiria em atividades revolucionárias clandestinas.
Na oportunidade, foi proposta a criação de uma organização a UVO - Ukrainska Viyskova Orhanizatsia. Após o facasso da Guerra de Libertação, a Ucrânia foi ocupada por paises vizinhos: Polônia, Romênia, Tchecoslovaquia e Rússia, cabendo a esta a maior parte.
Imediatamente se inicia na Ucrânia um espantoso terror, principalmente por parte dos russos. A UVO, sob comando de Konovaletsh, começa a criar suas filiais em todas as rgiões da Ucrânia dividida entre os invasores. As atividades da UVO eram ataques armados, sabotagem, destruíção das instituíçoes administrativas, agitações, propaganda, etc. Com isso se intensificava a insurreição do povo ucraniano contra a ocupação russa. Konovatetsh dava muito apoio às publicações, tanto é que por sua iniciativa se organizou em várias capitais européias o Serviço Ucraniano de Imprensa.
Também por iniciativa de Konovaletsh realizou-se em novembro de 1927, em Praga, a primeira Conferência dos Nacionalistas Ucranianos, quando ficou decidido pela criação de uma única orgazação de nacionalistas Ucranianos, da qual Konovaletsh foi presidente. Esta organização convocou o Congresso dos Nacionalistas Ucranianos, a realizar-se em Viena no dia 23 de janeiro a 3 de fevereiro de 1928. Neste congresso foi criada a OUN - Organização dos Nacionalitas Ucranianos. Mérito a Konovaletsh que assumiu a presidência desta organização.
Para a OUN, ao contrário do período da UVO, não estavam em primeiro plano as ações armadas e sim mobilizações idiológico-políticas com o intuíto de debilitar o domínio estrangeiro. Órgão oficial da OUN era a revista mensal "Rozbudóba Nátsii", editada em Praga, e distribuída clandestinamente na Ucrânia. Sua finalidade era propagar a ideologia do nacionalismo ucraniano, bem como informar o povo sobre as atividades do movimento de libertação.
Em 1929, Evhen Konovaletsh havia fixado sua residência em Genebra, na Suíça onde permaneceu por 7 anos, comandando a OUN. Em 1936 obrigado a deixar Genebra, devido ao atentado que sofreu de um agente russo, fixando a sua nova residência em Roma.
Konovaletsh comandou a OUN durante 10 anos. As maiores dificuldades que ele encontrava era na Ucrânia Central e Oriental, regiões estas que estavam sob o domínio russo. Moscou, vendo o perigo que este movimeto representava sob o comando de Evhen procurava por todas os meios privar a OUN de seu grande chefe. Com a morte de Symon Petliura, Konovaletsh se transformava no maior símbolo da Luta de Libertação do Povo Ucraniano.
Em maio de 1938, moscou envia se agente Valuj, como sendo uma pessoa ligada ao movimento ucraniano para uma série de entrevistas com o comandanteda OUN. O útimo encontro entre ambos aconteceu no dia 23 de maio de 1938 em Rotterdam, Holanda, quando o agente russo, após uma conversa, entregou ao presidntea da OUN um pacote dizendo que ali cotonha informações sobre o movimento na Ucrânia.
Evhen Konovaletsh, a caminho do Hotel "Gran Central", teve o seu corpo destroçado por uma bomba-relógio, que estava no pacote que lhe foi entregue pelo agente russo.

Stepan Bandera (1909 - 1959)
Stepan Bandera: Em 14 de outubro de 1959 foi assassinado o líder dos Nacionalistas Ucranianos. O assassinato ocorreu em Muniqe, Alemanha, onde Stepan Bandera vivia sob o nome de Popelh.
Bandera nasceu em 1909 na família do padre greco-católico Andriy Bandera. Jovem, participou das organizações nacionalistas ucranianas, UVO e OUN, destacando-se como um hábil organizador e político. Devido ao caráter clandestino das atividades dessas organizações, seu nome não era conhecido para o grande público ucraniano. Em 1936 foi acusado pelo governo polonês pelo assassinato do ministro de interior Borislaw Pieracki: foi condenado e preso no campo de Kartuska Bereza.
Em 30 de junho de 1941, bem na véspera da 2ª GM organiza o governo, que proclama (contra a vontade de nazistas) a independência da Ucrânia. Recusando-se a reverter a proclamação é internado no campo de concentração de Sachsenhausen. Libertado em 1943, participa da organização do UPA (Exército Ucraniano de Libertação). Com o término da 2ª GM e ocupação de territórios ucranianos pelos comunistas, refugia-se na Alemanha, onde continua a agir como líder nacionalista ucraniano. Fixou sua residência na cidade de Munique sob o nome de Popelh. Mesmo vivendo no exterior, Bandera era um grande incômodo para o governo soviético que decidiu eliminá-lo, como já tinha feito antigamente com Simão Petliura e Evguen Konovaletz. Como pessoa, Bandera era alegre, comunicativo, praticava esportes e tocava piano. Era um pai amável de três filhos e um fiel cônjuge da sua mulher Iaroslava. Mas apesar disso, era um intransigente inimigo e ativista contra o regime soviético de Moscou.
Quem foi seu assassino? Por incrível que possa parecer, o assassino era um ucraniano e ex-membro da organização Nacionalista OUN. Foi recrutado pela KGB soviética, na base da chantagem e ameaças contra sua vida e da sua família. Por conhecer bem o idioma alemão, foi enviado como espião para a Alemanha e lá foi treinado como um assassino profissional. Contra a vontada da KGB, casou-se com a alemã Inge Polh. Depois do assassinato de Bandera foi chamado para Moscou e lá foi questionado pelo seu casamento. Temendo, então, pela sua vida, acabou fugindo para Alemanha e lá se apresentou à corte judicial, confessando o crime. Confessou também ter recebido ordens para assassinar um líder nacionalista Lev Rebet. Considerando que Bogdan Stachênskei (era esse o nome do assassino) agiu, cumprindo as ordens do governo soviético, a corte alemã condenou-o a uma pena de apenas oito anos. Depois de cumprir a pena, Stachênskei sumiu. Deve ter mudado o nome e o rosto. Segundo algumas suposições, poderia estar num país africano, hoje com 78 anos. Texto: Wolodymyr Galat.

(1949 - 1979)
Chervona Ruta: Chervona Ruta é uma canção popular ucraniana. Foi interpretada por diversos cantores, e atingiu o auge com a versão cantada por Sofia Rotaru.
Esta canção foi composta em 1968 pelo jovem Volodymyr Mykhailovych Ivasiuk, nascido em Kitsman, Chernivtsi - Província da Ucrânia, em 4 de março de 1949. Filho de uma família de intelectuais, seu pai era docente da cátedra de Língua e Literatura Ucraniana na Universidade de Tchernivenska e a sua mãe era professora. Ainda na escola, o seu interesse pela música lhe trouxe popularidade, até então incomum para um cantor ucraniano, foi mesmo Chervona Ruta, com o grupo "Smeritchka", foi supresa para ele, pois havia apostado em outra música, que era "Vodohrai".
Em nome de uma carreira, esse jovem não abandonou sua convicções e príncipios morais. Tudo indicava que ele se tornaria a estrela máxima da música popular ucraniana. Mas no dia 15 de maio de 1979 tudo estava acabado, pois ele foi encontrato morto na periferia de Lviv, quando tinha ido lecionar no conservatório de música local. Foi encontrado num matagal, dependurado numa árvore. As autoridade policiais disseram que ele tinha se suicidado. Segundo algumas testemunhas, o mesmo teria sido visto pela última vez no dia 23 de abril, quando entrava numa limusine preta, supostamente da KGB. Algumas pessoas dizem que ele foi assassinado pelos soviéticos, porque sua música estava incentivando o nacionalismo ucraniano.
Apesar de seus apenas 30 anos, ele ficou conhecido em toda a Ucrânia. Morreu sem poder realizar seu grande sonho, que era um dia ir morar no Canadá. E, ficou sem saber o que os ucranianos do Canadá pensavam e como estavam aceitando sua música. No dia 23 de maio de 1979 foi seu enterro, e hoje, decorridos mais de 31 anos, sua lembrança está viva, pois diariamente dezenas e até centenas de pessoas visitam seu túmulo no cemitério de Lviv.
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