Portal Ucraniano
Memorial Ucraniano


Endereço: Rua Dr. Mba de Ferrante, S/Nº - Parque Tingui - Curitiba.
Aberto: Terça-feira a domingo - das 10h às 18h
Evento: Evento natalino com apresentação de danças folclóricas e chegada do São Nicolau (Papai Noel).
Data/Hora: 6/12/2015 às 14:00h
Mais informações: (41)3240-1103

História do Memorial Ucraniano de Curitiba
Memorial Ucraniano Portal de Entrada


 
Após cem anos de imigração, recebem os ucranianos, pela contribuição que deram ao desenvolvimento de Curitiba, a homenagem do então Prefeito Rafael Greca de Macedo, através da inauguração do Memorial Ucraniano.

Em meio ao verde do Parque Tingui, este memorial é verdadeira síntese da vida dos ucranianos no Paraná.

Do portal de entrada, que já reflete a influência arquitetônica dos Montes Cárpatos e da Bukovina, o olhar do visitante alcança o museu, uma construção em madeira, coberta com telhas em pinho e por uma cúpula de bronze.
O caminho é um campo de girassóis, e a construção é réplica da igreja ucraniana da Serra do Tigre (município de Mallet, Paraná), uma das mais antigas do país.
À esquerda, integrado à edificação, está o campanário. Cada dobre dos sinos é a lembrança viva da luta e da fé de um povo, pela justiça e pela liberdade. Simboliza também a integração à nova terra, mantendo a unidade cultural pela prática religiosa.

No interior do museu pode-se fazer idéia, pela exposição permanente, do papel estratégico da Ucrânia na geopolitica do mundo; das circunstâncias que geraram os três movimentos imigratórios maciços para o Brasil, no final do século XIX e nos dois pós-guerra do século XX; e, principalmente, da riqueza cultural dos ucranianos e seus descendentes, hoje incorporada, em muitos aspectos, ao dia-a-dia da Curitiba plural.

O museu remete à ciência e à paciência das bordadeiras, dos ceramistas e dos entalhadores do antigo Principado de Kiev, coração da atual Ucrânia independente. Fala da ritualística dos ovos de Páscoa, talismãs de saudação à primavera, proteção contra o fogo e os raios, promessas de colheita e de esperança nas filigramas marcadas, com cera de abelha, nos primeiros ovos da galinha. Pêssankas que se pintam de arco-íris, nas nuances conseguidas em alquimias seculares, com água de neve derretida e folhas, cascas e raízes.

Cristo, Santa Olga e São Valdomiro reforçam sua eternidade nos ícones e nas cruzes que lembram uma arte legada como herança de pai para filho, repetindo técnicas artesanais que remontam à influência bizantina.
O Memorial Ucraniano se completa com uma casa típica da arquitetura do imigrante, em madeira coberta com telhas de pinho.
Abriga um quiosque de produtos típicos da imigração ucraniana, espaço para reuniões e manifestações conteporâneas da tradição preservada. Um palco decorado com motivos típicos é o espaço ideal para as saudações folclóricas, como as vesniankas e hailkas (cirandas de saudação à primavera), os polzunetz e hopak, as orletchka e chalhaniwka (danças), as dume (baladas) e kolomeykas (canções humorísticas).
 
Réplica da Igreja São Miguel Arcanjo. Serra do Tigre, Mallet-PR.
Um trigal entremeado de papoulas, lembrando a paisagem original da Ucrânia, completa o paisagismo do memorial e dá acesso à praça que homenageia o poeta Ivan Frankó. Pelo verde do parque, à beira do lago, trilhas convidam o visitante à caminhada e à reflexão sobre esta comunidade de terras distantes, e hoje tão curitibana como todas as outras.

Holodomor - extermínio pela fome
 
Em 2009 foi construído um memorial que é uma réplica do existente na capital da Ucrânia e lembra o Genocídio de 1932, conhecido justamente como Holodomor, ou extermínio pela fome.
Em sua inauguração esteve presente, Vasyl Vovkun, Ministro da Cultura da Ucrânia.
A construção só foi possível graça a colaboração de três cônsules honorários: Mariano Czaikowski, Jorge Rybka e José Baruki.




Pesquisa baseada no boletim informativo da Casa Romário Martins - Curitiba Volume 22 - Número 108 - Outubro 1995